Entrevista com o fashion designer Rique Groove

Entrevista com o fashion designer Rique Groove - Fashion Blog

O fashion designer Rique Groove, está há 7 anos no mercado e tem formação acadêmica, assim como Alexandre Herchcovitch. Focado exclusivamente na moda do homem contemporâneo, em suas últimas apresentações no Fashion Rio, a sua marca, R Groove, ganhou a simpatia de Michael Roberts, editor de moda do grupo americano Vogue / Condé Nast, a quem conheço há bastante tempo. Entusiasmado com a coleção apresentada no evento, Roberts, com a camiseta da marca na mão, comentou comigo sobre o trabalho autoral do estilista, elogiando-o.

Assim como o João Pimenta, há 10 anos no segmento, em São Paulo, no meu ponto de vista, Rique Gonçalves representa o Rio, na batalha pela moda masculina autoral brasileira. Nesta primeira entrevista – começando um novo ciclo de postagens para o  Style for Man / Raphael Steffens, o estilista responde 4 perguntas. Aguardo o comentário de vocês pois a interatividade é nosso foco, e por falar nisso, já curtiu o instagram da linha @raphael_steffens hoje?

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1 – Style for Man: por que a sua escolha pela moda masculina desde sempre?

Rique Groove:

“A moda é uma paixão pessoal e todos os meus projetos da faculdade – Instituto Zuzu Angel / Veiga de Almeida – privilegiavam o masculino. Na formatura ganhei a participação no evento Babylonia Feira Hype e assim estreei a marca R Groove. Convidado para participar do Rio Moda Hype, entrei no Fashion Rio. Nasci na moda num momento muito especial, quando o streetwear foi elevado à categoria de high fashion. Foi muito importante para mim ver isso acontecer pelo mundo e o Brasil estar incluído. Na estrada dos desfiles fui convidado a participar, oficialmente do evento carioca” – conta o estilista que durante suas participações no Fashion Rio, foi depurando um estilo que chamou atenção dos principais veículos brasileiros e os grandes estrangeiros que cobriram o evento, ultimamente capitaneado por Paulo Borges.

 

2 – Style for Man: como você vê a moda masculina de hoje, começo de 2015?

Rique Groove:

Eu sempre fui muito otimista, comigo mesmo e com meu trabalho. Tenho visto um cenário novo – apesar da crise – de pequenas marcas masculinas e mistas, linkadas ao surfe, ao streetwear, como um ponto de fuga das grandes marcas. A incerteza é geral no mercado, mas existe uma grande busca criativa. Eu sou muito otimista quanto a este cenário. São ciclos de energia que vejo como positivos. Acredito que todo este cenário – repito a palavra – pode ser um momento de mudanças. E, que sejam boas, é o que desejo.

 

3 – Style for Man: me fale da importância dos acessórios no closet de um homem contemporâneo.

Rique Groove:

Eu considero acessórios como calçados, cintos, bolsas, joias masculinas e relógios uma das coisas mais importantes na edição de um visual masculino de hoje. O homem já experimentou muitas possibilidades de mudanças nas roupas como ombreiras, bainhas curtas, estampas, looks minimalistas ou maximalistas, muitos preconceitos foram quebrados etc. Hoje, em tempos de crise, as roupas devem ser de excelente qualidade e versáteis. Assim sendo, os acessórios entram como elementos fundamentais na montagem de um look. Se você mantém a mesma roupa, mudando os acessórios você muda a cara do visual. Por isso os acho primordiais.

 

4 – Style for Man: me fale da evolução de seu trabalho já que você hoje presta consultorias, além das coleções R Groove. 

Rique Groove:

“Quando eu comecei tinha uma influência da moda urbana. Tive que aprender de verdade sobre corte, tecidos, enfim, de toda a parte técnica necessária para um criador de moda. Fiquei contente com a presença de Michael Roberts no meu backstage, pelo fato de ele estar acompanhando de perto as minhas referências, como Raf Simons e Jil Sander, por exemplo. Fui aprendendo a limpar o visual pesado e rock’n’roll de meu trabalho e isto abriu outras portas. Aí entra uma parte que considero um crescimento que foi quando me dei conta de que a simplicidade não é banal. Prestar consultorias para outras marcas que não a sua, acredito ser uma forma de crescimento.” – Sim, eu concordo com Rique pois quando um designer passa o seu conhecimento de moda e – principalmente estilo – sem misturar o DNA de sua marca com o do cliente, está provando sua maturidade.

 

Confiram aqui as novidades da coleção de outono-inverno 2015 Raphael Steffens.

 

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