Raphael Steffens bate-bola com o blogueiro. Eu mesmo!!!

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Rapazes,  quem me conhece sabe que dobrei a esquina de 6 décadas vivendo neste planeta: fiz 60 anos em janeiro, amarradão e sem o menor problema. Ganhei tantos presentes bacanas que resolvi fazer sessenta toda semana (rsrsrs). Um destes grandes presentes, veio embrulhado em carinho e respeito. Como blogueiro que se presa não tem papas na língua, conto tudo.

As meninas do marketing RS, para comemorar o post de número 60, me pediram uma entrevista, um bate-bola, aqui, no espaço dedicado à ala masculina, tipo festa, em que “damas não pagam”, tem passe livre. Aí, resolvi abrir o jogo:

 

Lula querido,

“Vamos fazer um bate-bola com você para comemorar o post de número 60. Topa? Fizemos algumas perguntas, mas fique à vontade (rsrsrs)”. 

(Rapazes: vejam a responsa da apresentação)

O jornalista Lula Rodrigues é gabaritado em moda feminina e há 10 anos, considerado um dos nossos maiores conhecedorores do assunto, um estudioso e referência em masculino. Escreveu o livro Almanaque da Moda Masculina – seculo XVII / século XXI que sai ano que vem pela Editora Senac Rio.

Lula é nosso colaborador da linha Raphael Steffens aqui no blog, no Style for Man, e escreve nossos posts na categoria Para Eles, com pautas relacionadas a lifestyle, comportamento, tecnologia, acessórios e, claro, moda masculina.

Fizemos um bate- bola com ele para entender melhor sobre o que ele pensa do universo masculino hoje:

RS 1 –  Como surgiu a ideia de sair do caminho “mais fácil” que é a moda feminina, para um mundo pouco transitado e mais enigmático que é o masculino?

LR: Bem, eu sou movido a desafios. Minha formação acadêmica é design gráfico e tive “vida útil”antes da moda. Sou designer, diretor de arte, roteirista, fotógrafo, grafiteiro, já fiz gravuras e ilustrações. Depois de trabalhar como diretor de arte na primeira empresa de comunicaçao de moda, nos anos 70, no Rio, a Pique, de Patricia Veiga e Cristina Andrews, resolvi fazer uma tese sobre a contrução da imagem de moda. Sugeri uma pauta e a Patricia era editora de moda do Caderno Ela, de O Globo. Era uma matéria masculina, tendo como modelo o coreógrafo americano David Parsons, no Theatro Municipal do Rio. Bem megalômana para a primeira produção, bem a minha cara aquariana. Deu certo, ganhamos a capa do Segundo Caderno, descobri que tinha uma vaga para produtor de moda … e acabei dançando (rsrsrs).

De produtor passei a coordenador de produçao e mais tarde, depois de uma cobertura da Semana de Moda de NY e muita ralação, fiz jus à assinatura como jornalista, aprovado pelos grandes editores, de um grande veículo, o jornal O Globo, minha casa desde que comecei a ser “fashionista”, aqui no bom sentido. Mais tarde, fui promovido à Coordenador de Moda, cargo que corresponde ao de editor de moda. O foco era o feminino, depois arte e comportamento + lifestyle, e por último, o masculino. Sai do jornal fui para a Tv Globo (autor-roteirista do primeiro experiência interativa, o programa Radical Chic) , depois diretor de arte e editor de conteúdo do GNT Fashion / Globosat, passei pelo Videoshow e voltei para casa – Caderno Ela, (impresso) focado no masculino, ao mesmo tempo passei a assinar um blog, no GloboOnline, que eu trocava de nome a cada estaçao (rsrsrs). Mudei para São Paulo e fui colunista de moda masculina no IGModa e, quando a versão online do Ela, subiu, em junho de 2012, meu blog retornou ao lar. Hoje escrevo para o impresso e o blog. Mas, importante dizer, a moda masculina sempre foi uma pedrinha no meu brogue, um questionamento, um desafio, afinal, sou homem.

RS2 – Como você vê o mercado para homens hoje?

Em franca expansão, se comparado há uma década. Mas, aprendi estudando muito a História da Indumentária do homem, através dos tempos, que o mercado masculino é muito misterioso, Na verdade bomba desde os anos 1980. O que faltava, no nosso cenário editorial, eram novos olhares, seriedade no ofício de jornalista de moda e apoio acadêmico, bibliografias. Ainda é dificil dialogar com alguem que entenda da importância dos acessórios, abotoamento correto e combinações espertas, sem “ismos”que vão do fashionismo, machismo ao bichismo, lirismo, bairrismo. Dos extremos – Oiapoque ao Chuí – aprendi que fico no meio, no Rio de Janeiro. Vivemos globalizados e temos informação em real time. Precisamos ser generosos para dialogar com o tal do “homem comum”. O cara é super esperto, fica na dele. Aprendi isso com taxistas que sempre me dão ótimas lições de vida, de cavalheirismo, humor e … pasmem – moda e modos de homem.

RS 3 – Lula, você esteve presente na maratona do SPFW, que encerrou na semana passada. Do que viu lá, o que achou  realmente bacana para os homens investirem na próxima temporada?

Em tempos de crise a grande aposta é o que os americanos chamam de “separates” que trocando em miúdos seria o conceito de itens separados que possam se complementar. Uma equaçao na qual se possa misturar peças casuais com  formais. Enfim, o que viemos dialogando aqui no blog, dando dicas. Uma camisa de gola rulê (tendência forte) pode ter varias leituras. Semi-formal, quando usada sob um blazer. Sob um terno, pode ate chegar a ser quase quase formal, dependo do evento, da ocasião. Com jeans fica casual. As botas, Oxfords e tenis de couro vieram para ficar.

RS 4 – Você acredita que os homens hoje estão mais ousados e se sentem mais livres para abusar das cores e estampas que antes eram vistas somente em passarelas?

É claro e as novelas são grandes manuais. Morei 3 anos em São Paulo e quando voltei para o Rio, no meio do ano passado, descobri que os taxistas cariocas são tremendamente noveleiros. As tramas da telinha quebram paradigmas. Lembram do decote V que hoje todo mundo usa? O Wallace Mu, o lutador mega macho, personagem de Dudu Azevedo, em Fina Estampa, ajudou muito homem a tomar coragem.

RS 5 – Quais itens você considera básicos e necessários para os homens carregarem no dia a dia?

O grande item super necessario e eu nao vivo sem: a bolsa. Da escolha de cada um, ou o estilo que faça a cabeça e guarde todos os “trecos” necessarios no cotidiano do homem urbano: gadgets, agasalhos, documentos, smartphones e cases que guardem tudo isso.

RS 6 – Você acha que os homens hoje estão mais vaidosos?

O homem – macho da espécie – é vaidoso desde que o mundo é mundo. O que rola agora é que esta vaidade nunca foi tão evidenciada em todas as mídias. Ser vaidoso está na moda, negar isso está na moda. Ser homem é a moda e a moda do homem é a ultima moda. Algo assim. Compliquei? (rsrsrs)

RS 7 – Falando um pouco sobre nossos leitores, como você definiria o homem que usa Raphael Steffens?   

Ah, o cara para o qual eu procuro escrever aqui no Style for Man: antenado (no bom sentido = ligado nos eu tempo) que privilegia estilo, conforto, qualidade e preço. Sobretudo, o cara que sabe que os acessórios são o grande trunfo, que podem turbinar um visual discreto. Ferramentas sem as quais, um homem pode danificar sua imagem, mal – acessorada (trocadilho com acessório e nada a ver com assessoria).

Obrigado meninas, a quem carinhosamente chamo de “raphinhas”. Rapazes, até o post 61, na semana que vem, mas meu aniversário, só em janeiro rsrsrs.

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